Para mudarmos uma situação, precisamos estar envolvidos e atuantes!
O tema saúde e vida envolve a todos e envolve aspectos bio- psico-sócio espirituais, nos quais todos estamos inseridos, portanto, é essencial nosso envolvimento nessa questão.
domingo, 13 de janeiro de 2013
sábado, 28 de julho de 2012
domingo, 11 de dezembro de 2011
Parto em casa nos dias de hoje
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| Acompanhando a gestante em casa Fonte: http://www.partodomiciliar.com/index.php?gal=22&0=partos.html |
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| Parto na banheira: participação do pai Fonte: http://www.partodomiciliar.com/index.php?gal=22&0=partos.html |
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| Contando os batimentos cardíacos do bebê: participação de familiares e amigos da gestante Fonte: http://www.partodomiciliar.com/index.php?gal=22&0=partos.html |
" Para mudar o mundo, é preciso antes, mudar a forma de nascer"
( Michel Odent)
Embora para muitos pareça uma ideia antiquada, a realização de partos em ambientes domésticos ocorrem desde os tempos mais remotos da história da humanidade. Com o passar dos tempos O PARTO EM CASA foi sendo considerado inadequado e até perigoso frente ao desenvolvimento da medicina e a influencia da tecnologia na assistência a mulher gestante e seu filho. No entanto, o parto normal em casa vem sendo realizado em países como Japão, Canadá, Estados Unidos e até no Brasil com muita propriedade e baseada no conhecimento científico para garantir toda segurança e naturalidade de um parto NORMAL. As casas de parto já são realidade em vários locais, nos quais o parto é respeitado em todas suas fases, com envolvimento da relação mãe- filho, mãe-pai e responsabilizando-se por possíveis intercorrências que possam interferir na saúde da mãe e do recém-nascido. O local é preparado para manter a saúde e segurança dos clientes, com o equipamentos necessários para a realização do parto,no entanto, sem o clima tenso e frio do ambiente hospitalar (maternidade). Se houver alguma complicação que comprometa a vida da mãe e/ou do recém-nascido estes são encaminhados para hospital de referência.
No japão os lugares de preferência das gestantes para seu parto são as casas de parto identificadas pelo nome da parteira ou enfermeira responsável. Deve-se lembrar que tais locais só são indicados para gestantes que não tenham alto risco, como hipertensão, risco de abortamento, diabetes e outras identificadas no pré-natal.
"A minha exigência principal, ter as hanamigas comigo, garantiu tudo o que o pequeno Igor precisava para vir ao mundo: paz, amor, incentivo e liberdade, mesmo num ambiente tão impessoal quanto um hospital."
Márica Strapazzon ( do Hanami - Florianópolis)
Márica Strapazzon ( do Hanami - Florianópolis)
Site brasileiro com riqueza de informações e fotos para ilustrar o clima do parto domiciliar planejado: http://www.partodomiciliar.com/
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Florence Nightingale: a pioneira da enfermagem
A capacidade de Florence Nightingale, compaixão e dedicação ao próximo, estabeleceram diretrizes e caminhos para enfermagem moderna.
Florence Nightingale, enfermeira britânica recebeu o nome em inglês da cidade onde nasceu, em maio de 1820. Ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos, durante a Guerra da Criméia. Também contribuiu no campo da Estatística, na criação de sistemas de representação gráfica com o gráfico setorial- comumente conhecido como do tipo "pizza".
A estatística para ela era essencial no entendimento dos problemas sociais e procurou introduzir o estudo deste ramo da matemática para justificar suas conclusões. Ela se utilizou em seus esforços dos dados que tinha, tornando-se pioneira na utilização de gráficos, para apresentar de forma clara para que todos, inclusive os generais e membros do parlamento, pudessem compreender. Seus gráficos criativos constituíram-se em um marco no crescimento da nova ciência da estatística.
Tendo contraido tifo em 1856, e com sérias restrições físicas, dedica-se a formação da a primeira escola de enfermagem do mundo (1859/1860) no Hospital Saint Thomas, com curso de um ano, ministrado por médicos com aulas teóricas e práticas, recebendo por isso um prêmio concedido através do governo inglês.
Em 1883, a Rainha Vitória concedeu-lhe a Cruz Vermelha Real e em 1907 ela se tornou a primeira mulher a receber a Ordem do Mérito. Florence faleceu em 13 de agosto de 1910.
Adaptado de: http://www.cristofoli.com/cristofoli/pt/hotsite/hot1.html
Ainda jovem rebelou-se contra o papel convencional das mulheres de seu status, e decidiu dedicar-se à enfermagem. Era preocupada com as condições de tratamento médico dos mais pobres e indigentes. Em dezembro de 1844, em resposta à morte de um mendigo numa enfermaria em Londres, ela se tornou a principal defensora de melhorias no tratamento médico. Teve papel ativo na reforma das Leis dos Pobres, estendendo o papel do Estado para muito além do fornecimento de tratamento médico.
Contribuiu muito durante a Guerra da Criméia, onde atuou desde outubro de 1854 nos cuidados com os feridos nos Campos de Scurati (Turquia).
Durante a guerra constatou que a falta de higiene e as doenças matavam grande numero de soldados hospitalizados por ferimentos. Assim desenvolveu um trabalho de assistência aos enfermos e de organização da infra-estrutura hospitalar que a tornou conhecida em toda a frente de batalha, consagrando a assistência aos enfermos em hospitais de campanha. Suas reformas reduziram a taxa de mortalidade em seu hospital militar de 42,7% para 2,2% e voltou famosa da guerra e logo passou a batalhar, com considerável sucesso, pela reforma do sistema militar de saúde.
Voltou para a Inglaterra como heroína em agosto de 1857 e, de acordo com a BBC, era provavelmente a pessoa mais famosa da Era Vitoriana além da própria Rainha Vitória.
A estatística para ela era essencial no entendimento dos problemas sociais e procurou introduzir o estudo deste ramo da matemática para justificar suas conclusões. Ela se utilizou em seus esforços dos dados que tinha, tornando-se pioneira na utilização de gráficos, para apresentar de forma clara para que todos, inclusive os generais e membros do parlamento, pudessem compreender. Seus gráficos criativos constituíram-se em um marco no crescimento da nova ciência da estatística.
Tendo contraido tifo em 1856, e com sérias restrições físicas, dedica-se a formação da a primeira escola de enfermagem do mundo (1859/1860) no Hospital Saint Thomas, com curso de um ano, ministrado por médicos com aulas teóricas e práticas, recebendo por isso um prêmio concedido através do governo inglês.
Em 1883, a Rainha Vitória concedeu-lhe a Cruz Vermelha Real e em 1907 ela se tornou a primeira mulher a receber a Ordem do Mérito. Florence faleceu em 13 de agosto de 1910.
Adaptado de: http://www.cristofoli.com/cristofoli/pt/hotsite/hot1.html
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
A SUPERBACTÉRIA
O País convive com aumento do número de casos provocados pela KPC. A superbactéria é resistente a maior parte dos antibióticos usados no Brasil, e contaminou 246 pacientes em nosso país desde 2009. O maior número de casos está concentrado em Brasília, onde 154 pacientes foram infectados pela superbactéria KPC.
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| SUPERBACTÉRIA KPC |
O que é bactéria KPC?
A bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase) é um microorganismo que foi modificado geneticamente no ambiente hospitalar e que é resistente aos antibióticos. Os primeiros casos do microorganismo foram detectados em pacientes internados em UTI, nos Estados Unidos. No Brasil, já foram identificados 135 casos suspeitos e confirmados em hospitais do Distrito Federal, até a data presente.
A bactéria KPC, a“superbactéria”, foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos no ano 2000, depois de ter sofrido uma mutação genética, gerando uma resistência a vários antibióticos (carbapenêmicos, especialmente) e a grande capacidade de tornar resistentes outras bactérias.
- A bactéria KPC pode ser encontrada:
na água, em fezes, no solo, em vegetais, cereais e frutas.
- O contágio ocorre em ambiente hospitalar, pelo contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene.
O QUE A KPC PODE CAUSAR?
A KPC pode causar pneumonia, infecções sanguíneas, no trato urinário, em feridas cirúrgicas, enfermidades que podem evoluir para um quadro de infecção generalizada, muitas vezes, mortal.
QUEM SOFRE MAIORES RISCOS?
Crianças, idosos, pessoas debilitadas, com doenças crônicas e imunidade baixa ou submetidas a longos períodos de internação hospitalar (dentro ou fora da UTI) correm risco maior de contrair esse tipo de infecção. A resistência aos antibióticos não é um fenômeno novo nem específico da espécie Klebsiella. Porém, esses germes multirresistentes não conseguem propagar-se fora do ambiente hospitalar.
Os sintomas são os mesmos de qualquer outra infecção: febre, prostração, dores no corpo, especialmente na bexiga, quando a infecção atinge o trato urinário, e tosse nos episódios de pneumonia.
No geral, os sintomas da bactéria KPC são como o de outras infecções, tais como febre, dores na bexiga (infecção urinária), tosse (infecção respiratória). A população não deve se preocupar, uma vez que a infecção por enquanto corre apenas dentro dos hospitais, e acontece basicamente por contato com secreção ou excreção de pacientes infectados.
COMO PREVENIR?
Lavar bem as mãos deve ser a principal forma de prevenção. Uma higienização completa das mãos, inclusive entre os dedos, e também o uso do álcool para desinfecção, também é altamente recomendado. Cuidado com o uso indiscriminado de antibióticos, que pode fazer efeito contrário e desenvolver resistência orgânica aos medicamentos.
Outras formas de prevenção contra a propagação das bactérias incluem o uso sistemático de aventais de mangas compridas, luvas e máscaras descartáveis, sempre que houver contato direto com os pacientes, a desinfecção rotineira dos equipamentos hospitalares e a esterilização dos instrumentos médico-cirúrgicos.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
CÂNCER DO COLO DO ÚTERO E HPV
O Papilomavírus humano (HPV) é um vírus que tem a capacidade de causar lesões na pele e na mucosa, o principal fator de risco do desenvolvimento de câncer do colo uterino. Pode ocasionar lesões que, se não tratadas, têm potencial de progressão para o câncer, responsável por 99% dos casos de câncer do colo uterino.
Já foram descritos na literatura mais de 200 tipos de HPV (NOVAES et al, 2002; e SILVA, R. 2006). Cerca de 100 tipos de HPV foram identificados. Aproximadamente, 20 desses estão associados ao câncer do colo útero. Pelo menos 90% dos casos contem HPV-DNA tipos 16 e 18, considerados de alto risco.
Na maioria dos casos, o contágio ocorre através do contato sexual e com o risco estimado de 60 a 80% em adquirir o HPV através de um único contato sexual (TEIXEIRA, 2000; NOVAES & BARBOSA, 2002; DIÓGENES et al, 2006).
A transmissão também pode ocorrer por objetos contaminados (objetos de uso pessoal, aparelhos médicos, objetos sexuais, dentre outros). Já a contaminação materno-fetal se dá por meio do líquido amniótico ou durante o trabalho de parto. Ainda a lesão na cavidade oral pode se originar de uma relação sexual oral ou contaminação salivar (CARVALHO, 2002; CASTRO et al 2004; DIÓGENES et al, 2006).
De acordo com a federação brasileira de ginecologia e obstetrícia cerca de 10 a 20% das mulheres sexualmente ativas apresentam infecção pelo HPV e menos de 1% daquelas que são portadoras dos tipos ontogênicos irá desenvolver câncer no colo do útero.
Os fatores que favorecem a persistência da infecção são:
1. Tabagismo, devido ao poder de transformar o tecido infectado pelo HPV, que mais é susceptível à mutação e diminuir células responsáveis pela resposta imunológica da pele.
2. Uso de contraceptivos orais. Provavelmente porque fatores hormonais influenciam o desenvolvimento do HPV;
3. Estado imunológico deficiente por carência nutricional;
4. Gestação, pela exposição do colo uterino.
5.Início precoce da vida sexual ativa
6. Antecedente de múltiplos parceiros sexuais aparecem como os dois principais fatores de risco em vários estudos epidemiológicos.
COMO PREVENIR E DETECTAR PRECOCEMENTE?
A prevenção de doença consiste, através da literatura do no uso de preservativo, por diminuir a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitar totalmente); na vacinação, já se encontrando em uso em clínicas particulares. Duas vacinas profiláticas e terapêuticas contra os tipos 6, 11, 16 e 18 (Merck) e 16 e 18 (Glaxo) foram desenvolvidas.
No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que todas as mulheres sexualmente ativas realizem o exame preventivo (PCCU), anualmente, a partir de 25 anos de idade e repitam o exame a cada três anos, após dois resultados consecutivos negativos (LAPIN; DERCHAIN e TAMBASCIA, 2000).
O Exame de PCCU (preventivo/Papanicolau) é realizado ns as unidades básicas de saúde e em laboratório particulares e clínicas ginecológicas particulares.
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| Colo do uterino COM LESÕES visualizado por colposcopia |
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| Localização do colo do útero: fundo do canal vaginal, entrada do útero. |
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Ah, a amamentação...um BEM (necessário! )
| Foto de acervo pessoal |
Na década de 80, surgiram estudos quanto às vantagens da amamentação exclusiva tanto para a mulher quanto seu bebê.
[...] sendo que alguns dos benefícios para a mãe incluem: menor sangramento pós-parto e, conseqüentemente, menor incidência de anemias; efeito contraceptivo por seis meses (aleitamento materno exclusivo + ausência de menstruarão) proporcionando maior intervalo entre um parto e outro; recuperação mais rápida do peso pré-gestacional; menor prevalência de câncer de mama, ovário e endométrio; menos fraturas ósseas por osteoporose; para a criança os benefícios de receber leite materno são: menores índices de mortalidade infantil; de desnutrição, de doenças respiratórias, de necessidade de hospitalização por doenças respiratórias; de otites, diabetes mellitus, alergias em geral, leucemias e linfomas, parasitoses intestinais, diarréias, apresentam ainda melhores índices de desenvolvimento neuromotor, cognitivo e social (FEBRASGO, 2007).
Os benefícios imunológicos que o lactente adquire pela amamentação devem-se, principalmente, pelo fato de o leite materno conter vários elementos protetores, como anticorpos e substâncias antiinflamatórias que protegem a criança contra a maioria das infecções ou evitam, até mesmo, os sintomas severos.
Mello et al. (2004) afirma que desde a primeira relação com a mãe ainda no útero até se formar sua personalidade, a criança passa pro transformações quanto ao seu desenvolvimento, no qual diversos aspectos interagem gerando mudanças em si própria e também sendo conduzido pelo meio em que vive.
No entanto, a introdução precoce do aleitamento artificial, pode muitas vezes se estabelecer devido a fatores como a falta de informação da mãe, a precipitação da introdução da mamadeira devido ao choro (por cólica ou outra causa, como fome por hipogalactia segundo Almeida (1992) e até pelo risco docontágio de uma infecção para a criança através do leite materno (GIUGLIANI, 2000; MARQUES, 1997).
Pacientes privados dos benefícios do aleitamento natural podem estar ligados a pais com práticas e crenças culturais, doenças infecciosas, até o uso de medicamentos e/ou consumo de álcool por parte da mãe durante a lactação (GIUGLIANI, 2000; MARQUES, 1997).
O ato de amamentar deve ser estimulado, procurando não estabelecer um horário rígido, mas amamentar por livre demanda do bebê, permanecendo quem o amamenta a sua disposição. Por isso, se faz necessário que não ocorra precipitação na introdução do uso de mamadeira só porque a criança chora. Deve-se procurar o pediatra, que confirmará o choro como sendo cólica ou outra causa que não seja a fome por hipogalactia (ALMEIDA, 1992; GARIBALDI, 2003). O leite materno apresenta sua consistência mais densa e cremosa no fim da mamada, podendo assim não necessitando receber água. Possui a mesma quantidade de gordura que o leite da vaca, porém rico em gordura insaturada. O açúcar foi encontrado no leite materno duas vezes mais que no leite de vaca, como também o ferro e um elevado teor de vitaminas (ALMEIDA, 1992).
O texto completo e original encontra-se no seguinte artigo:
MELLO et al. Importância e Possibilidades do Aleitamento Natural e Transmissão de Doenças Infecciosas Para o Nascituro. Pesq Bras Odontoped Clin Integr, João Pessoa, v. 4, n. 2, p. 137-141, maio/ago. 2004.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Queimaduras
As queimaduras estão entre os mais comuns acidentes domésticos. Caracterizam-se por lesões nos tecidos que envolvem as diversas camadas do corpo como a pele, cabelos, pêlos, o tecido celular subcutâneo, músculos, olhos etc . Geralmente são causadas através do contato direto com objetos quentes como brasa, fogo, chamas, vapores quentes, sólidos superaquecidos ou incandescentes. Podem também ser causadas por substâncias químicas como ácidos, soda cáustica e outros. Emanações radioativas como as radiações infravermelhas e ultravioletas, ou ainda a eletricidade, também são fatores desencadeantes das queimaduras. Assim, as queimaduras podem ter origem térmica, química, radioativa ou elétrica.
As queimaduras são classificadas de acordo com a extensão e profundidade da lesão. A gravidade depende mais da extensão do que da profundidade. Uma queimadura de primeiro ou segundo grau em todo o corpo é mais grave do que uma queimadura de terceiro grau de pequena extensão. Saber diferenciar a queimadura é muito importante para que os primeiros cuidados sejam efetuados corretamente.
Queimadura de 1º grau: são queimaduras leves onde ocorre um vermelhidão no local seguido de inchaço e dor variável, não se formam bolhas e a pele não se desprende. Na evolução não surgem cicatrizes mas podem deixar a pele um pouco escura no início, tendendo a se resolver por completo com o tempo.
Queimaduras de 2º grau: nessas queimaduras ocorre um destruição maior da epiderme e derme ,com dor mais intensa e normalmente aparecem bolhas no local ou desprendimento total ou parcial da pele afetada. A recuperação dos tecidos é mais lente e podem deixar cicatrizes e manchas claras ou escuras.
Queimaduras de 3º grau: Neste caso há uma destruição total de todas as camadas da pele ,podendo o local pode ficar esbranquiçado ou carbonizado(escuro). A dor é geralmente pequena pois a queimadura é tão profunda que chega a danificar as terminações nervosas da pele. Pode ser muito grave e até fatal dependendo da porcentagem de área corporal afetada. Na evolução, sempre deixam cicatrizes podendo necessitar de tratamento cirúrgico e fisioterápico posterior para retirada de lesões e aderências que afetem a movimentação. Tardiamente, algumas cicatrizes podem ser foco de carcinomas de pele e por isso o acompanhamento destas lesões é fundamental.
COMO PROCEDER LOGO APÓS O ACIDENTE
Lavar o local com água fria e corrente imediatamente, e, se possível, deixar alguns minutos na água para diminuir a temperatura local. Deve-se a seguir avaliar a lesão e tentar classificar a queimadura.
1º GRAU: após lavar o local, colocar compressas frias para diminuir a dor e o edema. Aplicar pomadas ou cremes de corticóides leves 3 vezes ao dia por 3 a 5 dias. Observar se não aparecem bolhas posteriormente. Caso isso ocorra, passe a seguir as orientações da queimadura de segundo grau.
2º GRAU: após os cuidados iniciais, cobrir as bolhas com gaze e vaselina líquida estéril, mantendo curativos diários até a total cicatrização. Observar sinais de possível infecção local como piora da dor, eritema e edema persistente e presença de secreção amarelada ou pús. Em caso de lesão nos membros mantenha a região queimada mais elevada do que o resto do corpo, para diminuir o inchaço. Deve-se ingerir bastante líquido e, se houver muita dor, um analgésico. Algumas lesões necessitam acompanhamento médico posterior. Queimaduras no rosto, mãos e pés devem ser sempre consideradas sérias e receber imediata atenção médica. Se a queimadura atingir grande área corporal, procure um médico imediatamente.
3º GRAU: Os cuidados iniciais dependerão da gravidade do caso. Em lesões de pequeno porte proceder como nas lesões acima e imediatamente procurar auxílio médico. Se houver queimaduras com produtos químicos, plásticos ou algo que esteja aderido a pele e não saia com facilidade, não tente remover, apenas lave abundantemente com água fria e cubra com pano limpo molhado, encaminhando o doente ao pronto socorro mais próximo. Tente remover anéis, cintos, sapatos e roupas antes que o corpo inche.
IMPORTANTÍSSIMO
• Nunca aplique nenhum produto caseiro como: sal, açúcar, pó de café, pasta da dente, pomadas, ovo, manteiga, óleo de cozinha ou qualquer outro ingrediente, pois eles podem complicar a queimadura e dificultar um diagnóstico mais preciso.
• Não aplique gelo diretamente sobre o local pois isso pode piorar a queimadura.
• Evite também pomadas ou remédios naturais, assim como qualquer medicação que não for prescrita por médicos.
• Em caso de ingestão de produtos caústicos ou queimaduras em boca e olhos, lavar o local com bastante água corrente e procurar o pronto-socorro.
• Não toque a área afetada. • Não tente retirar pedaços de roupa grudados na pele. Se necessário, recorte em volta da roupa que está aderida a pele queimada.
• Não cubra a queimadura com algodão.
Texto Elaborado pela Dra. Eliandre Palermo - 08/02/04
Fonte:Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica
1 - Dermatologia, Sampaio e Rivitte- 2º Edição.
2 - Site do Instituto pró-queimados(www.institutoproqueimados.com.br/queimadura_prevencao.htm)
sábado, 10 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Conferência discute atendimento de transtornos mentais pelo SUS
Começou dia 28 de junho de 2010 uma série de debates entre representantes da Saúde, Direitos Humanos e outras áreas. Aproximadamente 1,5 mil pessoas vão participar.
O Ministério da Saúde inicia nesta segunda-feira (28) os trabalhos da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial (CNSM-I), em Brasília. O evento vai debater os avanços na rede de atendimento de transtornos mentais e os principais desafios do setor. Até a próxima quinta-feira (1º), cerca de 1,5 mil pessoas devem participar das discussões no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo DATASUS. Para assistir, basta clicar em www.saude.gov.br/em temporeal.
A marca dessa conferência é a integração de diferentes áreas em prol da saúde mental, como Direitos Humanos e Serviço Social. “O trabalho de diversos setores pode conferir um salto de qualidade ao debate da Reforma Psiquiátrica. Vamos fortalecer cada vez mais os serviços abertos, que são adotados em quase todos os países desenvolvidos”, enfatiza o coordenador nacional de Saúde Mental, Álcool e Drogas do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado.
O MS defende que o tratamento de pessoas com transtornos mentais seja baseado em um modelo comunitário de atenção integral. Ou seja, assegura-se ao paciente o direito à liberdade, o apoio da família no processo de recuperação e a participação dele em ações na comunidade. Esse tipo de atendimento é oferecido nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e nos Serviços Residenciais Terapêuticos, que acolhem pessoas recém-saídas de internações de longo período em hospitais psiquiátricos.
“É fundamental o Brasil ter cada vez mais CAPS e residências terapêuticas para que as pessoas com transtornos mentais deixem de ser moradoras de hospitais psiquiátricos”, sublinha o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, que participou da abertura da conferência na noite de domingo (27).
A rede de atenção à saúde mental também envolve a atenção básica – com os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF); os hospitais gerais – que estão ampliando leitos para pessoas com problemas mentais e dependentes de drogas; e centros de convivência.
HISTÓRICO – A IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial ocorre nove anos depois da aprovação da lei que mudou o modelo de assistência à saúde mental. A Lei 10.216 determina a substituição do atendimento manicomial, que prevê isolar os pacientes com transtornos mentais, pelo modelo comunitário de atenção integral.
“O Ministério da Saúde tem uma grande expectativa com essa conferência para que, passados quase dez anos, possamos alinhar os nossos objetivos com os de especialistas e usuários dos serviços de saúde mental do SUS. Caminharemos assim para o progresso da Reforma Psiquiátrica”, conclui o secretário Alberto Beltrame.
FUNCIONAMENTO – Antes da Conferência Nacional, são realizadas duas etapas de discussão: municipal e estadual. Nesses encontros, os participantes debatem temas que serão levados à edição nacional e elegem os respectivos delegados. São esses representantes que elaboram o relatório conclusivo da conferência nacional com recomendações a todos os níveis de gestão do SUS. A IV CNSM-I terá 1,2 mil delegados, com direito à voz e a voto.
PROGRAMAÇÃO – Serão quatro dias de discussões no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. As mesas e painéis vão ocorrer sempre das 8h30 às 11h e das 11h15 às 12h30 e são abertos à imprensa. Já os grupos de trabalho vão se reunir à tarde e o acesso a essas atividades está restrito aos delegados, convidados e observadores.
Diversas apresentações culturais vão marcar esta edição. Os responsáveis pelas performances ou exposições são os próprios usuários da rede de saúde mental.
Fonte: BRASIL.Ministério da Saúde. 2010. Disponível em: http://http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=931&CO_NOTICIA=11490
quinta-feira, 24 de junho de 2010
EDUCAÇÃO EM SAÚDE: in loco e contínua
Uma das premissas na saúde estabelecida dentre os principios do Serviço Único de Saúde(SUS) como elemento fundamental é a promoção da saúde. Promover a saúde é criar meios, em todos os aspectos da vida do indivíduo ou comunidade, para evitar problemas de saúde ou complicações. Portanto isso ocorre também por implementação de políticas públicas de saúde e tem como base as ações dos profissionais das diversas áreas que atuam em nível básico, médio ou alto de assistência.
Ressalta-se que a educação em saúde é ferramenta básica para promoção da saúde, desenvolvida principalmente nas unidades básicas de saúde e durante as visitas domiciliares e ações de equipes de saúde da família (ESF), porém não é exclusiva desse contexto, podendo, ser exercida a nível hospitalar com objetivo de orientar tanto pacientes quanto familiares e acompanhantes, seja com intuito de permitir maior colaboração destes ou promover o autocuidado daqueles. Essa atitude deve ser contínua e eficiente, tal como a assistência prestada, afinal todos são agentes nesse processo- profissionais de saúde, paciente, familiares, acompanhantes e cuidadores.
Ressalta-se que a educação em saúde é ferramenta básica para promoção da saúde, desenvolvida principalmente nas unidades básicas de saúde e durante as visitas domiciliares e ações de equipes de saúde da família (ESF), porém não é exclusiva desse contexto, podendo, ser exercida a nível hospitalar com objetivo de orientar tanto pacientes quanto familiares e acompanhantes, seja com intuito de permitir maior colaboração destes ou promover o autocuidado daqueles. Essa atitude deve ser contínua e eficiente, tal como a assistência prestada, afinal todos são agentes nesse processo- profissionais de saúde, paciente, familiares, acompanhantes e cuidadores.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
PACTO PELA SAÚDE DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

PACTO PELA SAÚDE DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
O Ministério da Saúde, por meio da portaria nº 399, de 22 de fevereiro de 2006, divulga o Pacto pela Saúde 2006 que consolida o SUS e aprova as Diretrizes Operacionais do Referido Pacto, dentre os quais estão o pacto pela vida, o pacto em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Pacto de Gestão do SUS.
O Pacto pela Vida está constituído por um conjunto de compromissos sanitários, expressos em objetivos de processos e resultados e derivados da análise da situação de saúde do País e das prioridades definidas pelos governos federal, estaduais e municipais. Significa uma ação prioritária no campo da saúde que deverá ser executada com foco em resultados e com a explicitação inequívoca dos compromissos orçamentários e financeiros para o alcance desses resultados. As prioridades do Pacto pela vida e seus objetivos para 2006 são:
• SAÚDE DO IDOSO: Implantar a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, buscando a atenção integral.
• CÂNCER DE COLO DE ÚTERO E DE MAMA: Contribuir para a redução da mortalidade por câncer de colo do útero e de mama.
• MORTALIDADE INFANTIL E MATERNA: Reduzir a mortalidade materna, infantil neonatal, infantil por doença diarréica e por pneumonias.
• DOENÇAS EMERGENTES E ENDEMIAS, COM ÊNFASE NA DENGUE, HANSENÍASE, TUBERCULOSE, MALÁRIA E INFLUENZA: Fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde às doenças emergentes e endemias.
• PROMOÇÃO DA SAÚDE: Elaborar e implantar a Política Nacional de Promoção da Saúde, com ênfase na adoção de hábitos saudáveis por parte da população brasileira, de forma a internalizar a responsabilidade individual da prática de atividade física regula,r alimentação saudável e combate ao tabagismo.
• ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE: Consolidar e qualificar a estratégia da Saúde da Família como modelo de atenção básica à saúde e como centro ordenador das redes de atenção à saúde do SUS.
E quanto ao Pacto em Defesa do SUS, este envolve ações concretas e articuladas pelas três instâncias federativas no sentido de reforçar o SUS como política de Estado mais do que política de governos; e de defender, vigorosamente, os princípios basilares dessa política pública, inscritos na Constituição Federal. Sua concretização passa por um movimento de repolitização da saúde, com uma clara estratégia de mobilização social envolvendo o conjunto da sociedade brasileira, extrapolando os limites do setor e vinculada ao processo de instituição da saúde como direito de cidadania, tendo o financiamento público da saúde como um dos pontos centrais.
As prioridades do Pacto em Defesa do SUS são:
• Implementar um projeto permanente de mobilização social com a finalidade de:
- Mostrar a saúde como direito de cidadania e o SUS como sistema público universal garantidor desses direitos;
- Alcançar, no curto prazo, a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, pelo Congresso Nacional;
- Garantir, no longo prazo, o incremento dos recursos orçamentários e financeiros para a saúde.
- Aprovar o orçamento do SUS, composto pelos orçamentos das três esferas de gestão, explicitando o compromisso de cada uma delas.
• Elaborar e Divulgar a Carta dos Direitos dos Usuários do SUS
Enquanto isso, o Pacto de gestão do SUS estabelece as responsabilidades claras de cada ente federado de forma a diminuir as competências concorrentes e a tornar mais claro quem deve fazer o quê, contribuindo, assim, para o fortalecimento da gestão compartilhada e solidária do SUS.
Esse Pacto parte de uma constatação indiscutível: o Brasil é um país continental e com muitas diferenças e iniqüidades regionais. Mais do que definir diretrizes nacionais é necessário avançar na regionalização e descentralização do SUS, a partir de uma unidade de princípios e uma diversidade operativa que respeite as singularidades regionais.
Esse Pacto radicaliza a descentralização de atribuições do Ministério da Saúde para os estados, e para os municípios, promovendo um choque de descentralização, acompanhado da desburocratização dos processos normativos. Reforça a territorialização da saúde como base para organização dos sistemas, estruturando as regiões sanitárias e instituindo colegiados de gestão regional. Reitera a importância da participação e do controle social com o compromisso de apoio à sua qualificação.
Explicita as diretrizes para o sistema de financiamento público tripartite: busca critérios de alocação eqüitativa dos recursos; reforça os mecanismos de transferência fundo a fundo entre gestores; integra em grandes blocos o financiamento federal e estabelece relações contratuais entre os entes federativos.
As prioridades do Pacto de Gestão são:
• Definir de forma inequívoca a responsabilidade sanitária de cada instância gestora do SUS: federal, estadual e municipal, superando o atual processo de habilitação.
• Estabelecer as diretrizes para a gestão do SUS, com ênfase na descentralização; regionalização; financiamento; programação pactuada e integrada; regulação; participação e controle social; planejamento; gestão do trabalho e educação na saúde.
• Este pacto pela saúde 2006 aprovado pelos gestores do SUS na reunião da comissão intergestores tripartite do dia 26 de janeiro de 2006, é abaixo assinado pelo ministro da saúde, o presidente do conselho nacional de secretários de saúde - CONASS e o presidente do conselho nacional de secretários municipais de saúde - CONASEMS e será operacionalizado por meio do documento de diretrizes operacionais do pacto pela saúde 2006.
PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF) DENTRO DO PACTO PELA VIDA
Dentro das estratégias do Pacto pela vida, está o fortalecimento da atenção básica cujo objetivo é de assumir a estratégia de saúde da família como estratégia prioritária para o fortalecimento da atenção básica, devendo seu desenvolvimento considerar as diferenças loco-regionais.
Isso poderá ser alcançado mediante:
- Desenvolvimento de ações de qualificação dos profissionais da atenção básica por meio de estratégias de educação permanente e de oferta de cursos de especialização e residência multiprofissional e em medicina da família;
-Consolidação e qualificação da estratégia de saúde da família nos pequenos e médios municípios;
- Ampliação e qualificação da estratégia de saúde da família nos grandes centros urbanos;
- Garantia da infra-estrutura necessária ao funcionamento das Unidades Básicas de Saúde, dotando-as de recursos materiais, equipamentos e insumos suficientes para o conjunto de ações propostas para esses serviços;
- Garantia do financiamento da Atenção Básica como responsabilidade das três esferas de gestão do SUS;
- Aprimoramento da inserção dos profissionais da Atenção Básica nas redes locais de saúde, por meio de vínculos de trabalho que favoreçam o provimento e fixação dos profissionais;
- Implantação do processo de monitoramento e avaliação da Atenção Básica nas três esferas de governo, com vistas à qualificação da gestão descentralizada;
- Apoio a diferentes modos de organização e fortalecimento da Atenção Básica que considere os princípios da estratégia de Saúde da Família, respeitando as especificidades loco-regionais.
Conforme afirma Copque e Trad (2005, p. 224) o Programa de Saúde da Família (PSF) “foi proposto e vem sendo defendido pelo Ministério da Saúde como estratégia de reorientação do modelo de atenção à saúde”, fazendo a substituição dos modelos hegemônicos sanitarista e assistencial privatista. Segundo Testa (1995 apud Copque e Trad, 2005, p. 224) o conceito estratégia (grifo do autor) se refere a forma como uma política é implementada, pois se compõem de comportamentos organizacionais destinados ao manejo de situações em que seja preciso superar obstáculos que se oponham à conquista de um objetivo, ou ainda,pode significar “um caminho para realizar uma política” ou redistribuição do poder no setor saúde ou na sociedade, portanto, o termo estratégia, aponta para maneiras de se alcançar ou se aproximar de um dado objetivo.
Para Paim (1999) o PSF pode assegurar a qualidade, a integralidade e efetividade do primeiro nível de atenção, ou ainda a um atendimento simplificado, tecnologicamente, para população de baixa renda. E Copque e Trad (2005) concordam que o PSF pode se desenvolver de forma mais completa caso seja compreendido não apenas como programa de saúde restrito a procedimentos organizacionais e financeiros, mas como um projeto concreto com o objetivo de formular políticas de promoção de um movimento – ou motivação – de rever-se ou dispor-se a mudar.
REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 399, DE 22 DE FEVEREIRO DE 2006: Saúde Legis. s.d. Disponível em:<>. Acesso em: 28 mar.2010.
PAIM, J.S. A reforma sanitária e os modelos assistenciais. In: ROUQUAYROL, M. Z. (org.). Epidemiologia e Saúde. 5 ed. São Paulo: Hucitec, 1999.
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